Quem Somos

Somos uma Associação Internacional, sem fins lucrativos, dedicada ao desenvolvimento da expressão e da criatividade humana através de acções e pesquisas sobre Técnicas e Práticas Expressivas integradas em contexto educativo, socio-comunitário e clínico.

A Vivenciarte foi fundada por profissionais de diversas áreas como educadores, psicólogos, dançarinos, músicos, assistentes sociais, reabilitadores psicossociais, antropólogos, artistas, filósofos, médicos, psicoterapeutas, animadores socioculturais, educadores sociais, jornalistas, pedagogos, entre outros que defendem e incentivam uma abordagem interdisciplinar e integrativa das diferentes formas de expressão humana como som, toque, cheiro, rito, corpo, voz, pintura, representação, dança, imaginação, riso, jogo, performance, simbolismo, além do olhar, do sentir, do fazer e do experimentar.

A nossa intervenção, acredita no potencial pedagógico, transformador e terapêutico que a criatividade possui, sendo um facilitador que contribui para a promoção da saúde física, psíquica e mental do indivíduo, nas suas diferentes fases de vida. Desenvolvemos pesquisas, projectos, acções de formação e literatura que sustentam o trabalho criativo-expressivo.

Missão da Vivenciarte

A Associação tem como fim, contribuir na formação de Educadores Expressivos, Terapeutas Expressivos, e Psicoterapeutas Expressivos, através da realização de formação formal, não formal e Universitária, desenvolvendo para isso um currículo base dos educadores, terapeutas e psicoterapeutas expressivos em Portugal, promovendo a supervisão dos seus trabalhos e desenvolvendo um estágio curricular.

Organizar, coordenar e ministrar acções de formação com agentes nacionais e internacionais. Promover a investigação, a pesquisa, o estudo e o trabalho, no âmbito da educação expressiva, das terapias expressivas e das psicoterapias expressivas, através da publicação de revistas, livros e artigos.

Promover a divulgação da educação expressiva, das terapias expressivas e das psicoterapias expressivas (através da realização, congressos, seminários, workshops, grupos experimentais, ateliers expressivos, grupos de estudo, sessões científicas e palestras).

Desenvolver, orientar, executar e supervisionar projectos de promoção e educação para a saúde, promoção e educação para os direitos humanos, intervenção social e comunitária e de desenvolvimento pessoal e humano, em contexto social, educacional, terapêutico, psicoterapêutico, comunitário, institucional, governamental e privado.

Criar uma rede de contactos com outras instituições nacionais e internacionais a fim de promover o intercâmbio de informações e formações. Criar e disponibilizar uma Biblioteca.

Princípios da Vivenciarte

Todos os seres humanos são potencialmente criativos, contudo a criatividade não se desenvolve por si só, deverá ser incentivada e estimulada e resulta da interação multidisciplinar entre várias áreas do conhecimento.

A criatividade é uma função mental fundamental para gerir o equilíbrio humano.

A criatividade é extravasada por diversas formas de comunicação, verbais e não-verbais.

Os sentimentos e as emoções são uma fonte de energia. As energias podem ser canalizadas através da expressão e assim libertadas.

Ideias, sentimentos e emoções bloqueados e reprimidos podem desencadear desequilíbrios, transtornos, tenções, rigidez e doenças.

Aquele que se exprime não pensa, abandona a esfera do linear, do lógico e racional e emerge num mundo curvilíneo, do sensorial.

Para haver livre expressão criativa é necessário romper hábitos, esquemas, preconceitos, desafiar o velho, desaprender rotinas, deixar para trás as máscaras, rotinas, as certezas, as estereotipias.

Não existe expressão sem liberdade. A expressão é a libertação de energias contidas, por vezes até desconhecidas para o próprio. Libertação do homem racional, automático, mecanicista, rotineiro, receoso, com medo de se expor e arriscar.

A expressão implica um movimento duplo, interior e exterior, relacionando conhecido e desconhecido, consciente e inconsciente. Do interior emana uma impressão, sensação, para o exterior, e do exterior que implica uma exteriorização pessoal da vida interior e da forma como a pessoa se relaciona com os outros.

A expressão abre-nos as diversas portas ao nosso ser secreto, revelando a vida interior de cada individuo e acorda as múltiplas potencialidades humanas que muitas das vezes se encontram escondidas e adormecidas.

A expressão promove o retorno à sua própria autenticidade, permite o descobrimento do si-mesmo.

Expressão é energização, facilita a excitação emotiva, libertação, compreensão interior e promove o autoconhecimento.

A expressão facilita um estado de fluidez emocional, desmobilizando defesas internas, promovendo e ampliando novos espaços criativos.

A expressão está na base do processo criativo.

Só existe criatividade na diversidade.

O processo criativo é catártico, transformador, renovador e curativo.

A expressão é ação, criação, imaginação, fantasia, comunicação, relação, transcendência.

Expressão é agir, sonhar, perceber, sentir, refletir.

A expressão desencadeia uma constelação complexa de diferentes forças, dinâmicas e interativas de múltiplas relações e inter-relações, onde se articulam várias áreas, que vão desde a imaginação, razão e a emoção.

A expressão faz parte integrante da vida de uma pessoa, de um povo, de uma cultura.

A livre experimentação e expressão, permite-nos sermos transformadores e transformados, brincando, crescendo e aprendendo, ao mesmo tempo que nos tornamos mais nós próprios e mais autênticos.

A expressão, desempenha funções educativas, terapêuticas, psicoterapêuticas, artísticas e sociais.

O crescimento e desenvolvimento pessoal, só são possíveis num espaço afetivo, com um ambiente de apoio e de segurança.

Só é possível entendermos as técnicas e metodologias expressivas, se primeiro vivenciarmos todo o processo.

Todos temos a capacidade de nos expressarmos através de diferentes linguagens expressivas, pelo olhar, pelo movimento, gesto, choro, riso, mímica, desenho, pintura, modelagem, escultura, teatro, música, dança, escrita e poesia.

Quanto maior for o número de mediadores expressivos, colocados à disposição do ser humano, maiores serão as suas possibilidades de se exprimir, de desenvolver as diferentes capacidades criativas, as diferentes inteligências múltiplas, as suas diferentes potencialidades.

A expressão livre através das artes e dos jogos, proporciona não só o bem-estar, como também o desenvolvimento cognitivo, motor, emocional e relacional, revelando-se num elemento fundamental para o desenvolvimento harmonioso do ser humano, e deverá ser estimulada e não condicionada nem bloqueada, com interrogações, proibições, limitações e hesitações.

A Integração pessoal, só é possível mediante a integração das diversas linguagens expressivas.

A prática da expressão deverá estar integrada em todas as áreas curriculares e profissionais: educativas, saúde e sociocomunitárias, já que é necessário trabalharmos todas as diferentes dimensões do sujeito e não só, como muitas das vezes alguns pensam apenas a componente cognitiva.

As expressões integradas, são uma forma de construção dinâmica, articulada dos vários saberes, promovendo e facilitando diferentes áreas, facilitando que estas sejam abordadas não de uma forma redutora, estanque, compartimentada, regional, a preto e branco, para dar lugar a uma visão generalista, globalizante, integrativa, universal e colorida.

Acreditamos e defendemos que se ampliarmos a nossa capacidade expressiva, ampliamos a nossa forma de estar, de ver e de nos relacionarmos com o mundo, o nosso e o que nos rodeia, e assim caminhamos para o bem-estar e qualidade de vida que todos ambicionamos e procuramos.

As Terapias Expressivas Integradas, permitem trazer ao consciente aspetos até então desconhecidos e outros que as pessoas ocultam, por medo, vergonha e fragilidade.

O Terapeuta Expressivo deve ter uma atitude envolvente, flexível, disponível, autêntica, genuína, empática, dedicada, segura, contentora e continente.

O Terapeuta Expressivo deverá criar/facilitar uma atmosfera de apoio e confiança, caracterizada numa relação próxima e aberta e assente numa metodologia não diretiva e/ou semi-diretiva.

O Terapeuta Expressivo deverá ter uma postura profissional baseada em princípios éticos e deontológicos, preservando sempre o respeito, a confiança e a identidade dos seus clientes e das instituições.